UF de Torre do Terrenho, Sebadelhe da Serra e Terrenho UF de Torre do Terrenho, Sebadelhe da Serra e Terrenho

História

Torre de Terrenho

TORRE DO TERRENHO

ORAGO: Nossa Senhora das Dores

ATIVIDADES ECONÓMICAS: Agricultura, pecuária, Construção Civil.

PATRIMÓNIO: Igreja Matriz, Solar dos Brasis, Solar Casa do Conde, Capelas de S. João e do Calvário, Alminhas, Cruzeiros e Fontanários e Moinhos de Água.

FESTIVIDADES: Nossa Senhora da Guia e São João

ARTESANATO: Miniaturas em Madeira

HISTÓRIA:

“Tendo pertencido ao Concelho de Moreira de Rei até à sua extinção, a Freguesia de Torre do Terrenho encontra as suas origens num castro Lusitano sobre o qual foi construído um castelo medieval, não propriamente moradia senhorial, mas com fins puramente defensivos.

Era a Torre situada a 845 metros de altitude e que, como dizia o Abade Manuel Cardoso em 1732. “teve este lugar o nome de Torre de huma antiga Torre que dizem ser athalaya dos Mouros, os quais, por tradição se diz tinha a sua villa ou domicílio em hum sítio que hoje chamam o castro que fica do dito lugar da Torre, para a parte do nascente huma breve distância, será a décima parte de huma legoa, de cuja villa se não acha no prezente tempo alguns vestígios, somente da dita Torre existem ainda os alicerces”.

O topónimo Terrenho foi acrescentado a Torre para a distinguir das inúmeras localidades que possuem esse nome.

O povoamento da localidade é seguramente anterior à Nacionalidade, tendo sido incluída, na época da reconquista, no termo de Sernancelhe, vindo a beneficiar do repovoamento encartado daquela vila e seu termo. Também a povoação de Mendo Gordo terá sofrido as mesmas vicissitudes da sede da Freguesia.

A organização paroquial deve também remontar aos primeiros tempos da Monarquia Portuguesa, tendo a igreja sido taxado em 1321. Esta foi desde sempre uma abadia do padroado real, com os habitantes responsáveis pela apresentação do pároco.

 

Á chegada da Torre do Terrenho escreveu, Hipólito Raposo em “Beira Alta”, que de imediato “nos intriga, entre arvoredo, um torreão setecentista rematado a pináculos”. É o fabuloso solar barroco, conhecido como o Solar dos Brasis ou Casa das Fidalgas, “primoroso testemunho da relacionada pomposidade Luso-brasileira nos alvores de setecentos”. Contígua à casa, bela Capela da invocação de Nossa Senhora da Penha de França, com sua fachada toda em granito, onde uma lápide diz: “Esta capela a mandou fazer para si e seus herdeiros Luís de Figueiredo Monterroyo, capitão da Armada, guarda-mor e procurador dos quintos reais que foi nas minas de ouro. 1726 -27”.

Luís de Figueiredo encontrava-se, em 1703, numa galera ao largo da Baía (Brasil), quando um forte temporal ameaçou destroçar o navio e levara sua vida e a da filha. Prometeu então a Nossa Senhora da Penha que se os poupasse, lhe faria erigir uma capela, rememorando o milagre.

 

A capela “é um esplendor do nosso barroco, lá está Nossa Senhora em apoteose, ladeada por festival de querubins, festões e grinaldas, a passarem-se também para as capelas laterais, teto e púlpito numa exuberância rara, profundamente influenciada pelo tropicalismos sertanejo”

 

Ordenado Sacerdote aos sessenta anos de idade, “logo ali sofremos com Luís de Monterroyo, a observar-nos da platibanda do arco triunfal onde faz duplamente retratado, na sua casaca encarnada e nas vestes negras da sua posterior ordenação, o dissipar da promessa que quis perene e está em vias de desparecer. Como também assim vão perdendo testemunhos os dois soberbos ex-votos embutidos na Capela-mor, que já mal retratam a tragédia- milagre”.

Já no Solar, “extasiamo-nos outra vez com o espanto tecto do torreão, alardeando a espampanância do brasão dos Monterroyos, uma teoria de flores e galeria hagiológica, tudo suportado por quatro esforçados serafins-cariátides com penachos de índios do Brasil aos quais dão alento, em contraponto, os respetivos querubins-arautos”.

 

 Fonte: Sr. º Carlos Mouteira Fernandes

 

 

 

 


Sebadelhe da Serra

SEBADELHE DA SERRA

ORAGO: Santa Maria Madalena

ATIVIDADES ECONÓMICAS: Agricultura, Pecuária, Construção Civil, Serralharia Civil e Pequeno Comércio

PATRIMÓNIO: Igreja Matriz, Capelas de Santo António e de São João, Alminhas, Cruzeiros, Moinhos de água, Penedo de Alcaria e Penedo Carga de Alta

FESTIVIDADES: Nossa Senhora de Fátima e Santa Maria Madalena

GASTRONOMIA: Doce Lavagas e Cavacas

HISTÓRIA:

Sebadelhe foi um categorizado Concelho durante a Idade Média, com foral outorgado em 1220 por D. Afonso II, vindo a ser extinto em data incerta em finais do século XVII ou início do seguinte.

As Inquirições de 1258 citam a carta 1220 e resume os foros da “Villa de Sabadeli”. Um dos privilégios de Sebadelhe era o de possuir senhor particular que seria um prestameiro especial diverso do rico-homem da “terra”.

O concelho tinha dois juízes simultâneos (Pero Domingues e Paio Viegas), de nomeação popular, como os próprios depuseram em 1258, o que marca certa importância medieval.

As Inquirições de 1290 assinalaram a existência do concelho e julgado de Ssabaadilhi, onde existiram então quaisquer honras, apesar de em 1258 terem sido citados bens da Ordem do Hospital. A igreja era apresentada pelo próprio concelho de Sebadelhe, estando edificado na herdade real.


 Fonte: Sr. º Carlos Mouteira Fernandes


Terrenho

TERRENHO

ORAGO: São Martinho

ATIVIDADES ECONÓMICAS: Agricultura, pecuária, Construção Civil.

PATRIMÓNIO: Igreja Matriz, Solar dos Condes Avilez, Solar dos Condes de Leiria e Capela de Santo Amaro. Outros Locais: Barragem da Teja e reservas naturais de caça e pesca.

FESTIVIDADES: S. Martinho (11 de Novembro)

HISTÓRIA:

No testamento de D. Flâmula, vê-se que aquela nobre cita expressamente oito castelos, ao lado dos de Trancoso e Moreira, e anonimamente outros, sob a designação genérica de “panelas”, isto é, pequenas “penas” ou castelos sobre rochedos. Um deste é do Terrenho, como se vê da repetição deles em 1059.

No século XVI, D. João III mandou fazer um traslado das Inquirições de D. Dinis, nas quais se situa a fundação da povoação do Terrenho no reinado de D. Dinis.

Com a divisão judicial do terceiro quartel do século passado, Terrenho passa a ser um dos três julgados do Concelho de Trancoso.

Existe nesta Freguesia o lido solar dos Condes de Avilez, escondido por sebe de arvoredo, tendo à direita a curiosa capela quinhentista de granito datada de 1547, de cobertura piramidal e rematada por chapéu cardinalício. Na cerca há lindíssimos túneis de buxo, classificados de interesse regional.


Fonte: Sr. º Carlos Mouteira Fernandes


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